
O Identidade Popular surgiu em meados de 2002, quando um grupo de jovens,
ligados ao então Movimento da Juventude Popular - MJP, moradores de bairros
periféricos da região sul de Campinas (Vl. Georgina, Vl Ipê... entre outros),
perceberam que muitos dos estudantes que concluem o Ensino Médio, não têm
acesso ao Ensino Superior. Então, depois de uma série de conversas com
apoiadores, esse grupo iniciou um grupo de estudos, em uma sala de reuniões
do Centro de Saúde da Vila Ipê no ano de 2003 (denominado Centro de Saúde
Dr. Haydee (coordenadora da unidade na época e a primeira apoiadora e
entusiasta do projeto).
Com o aumento da procura de novos integrantes pelas aulas, e a adesão de alguns universitários, os quais atuavam como professores voluntários, o grupo conseguiu a autorização para transferir as aulas para a EMEF Anália Ferraz da Costa Couto, no Jd Amazonas, se estruturando em um curso pré-vestibular, isso já em 2004. Nos anos seguintes, a equipe foi se organizando em coordenações e estruturando equipes de trabalho.
A parceria com o Anália Ferraz se mantem e até os dias de hoje segue sendo a nossa sede. A exceção foram nos anos de 2010 e meados de 2011 quando o prédio passou por reformas, então o cursinho foi acolhido da Escola Estadual Procópio Ferreira.
A cada ano o Identidade Popular enfrenta a necessidade de ir se adaptando a realidade que muda constantemente. Com o ganho de importância do ENEM e o aumento das possibilidades de ingresso no ensino superior, as aulas também passaram a ter esse foco.
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Em 2018 o Identidade Popular adotou a figura da Mafalda (personagem criado pelo famoso cartunista Quino) pela sua figura questionadora e ela passou a ser um dos símbolos do projeto.
Outro exemplo de adaptação por força maior, foi a pandemia de Covid-19, que afetou o mundo inteiro. Nessa ocasião (2020 e 2021), as aulas foram totalmente online, mas os professores e alunos, seguiram firmes. Já em 2022, quando o mundo se preparava para retomar sua rotina, o Identidade Popular ofereceu duas modalidades, uma Turma presencial e uma Turma remota.
No ano de 2023, o projeto completou 20 anos de atividades contínuas e realizou várias atividades pra marcar esse marco. E especial, destaca-se a Medalha Hebert de Sousa de Mérito que o projeto recebeu da Câmara de Municipal de Campinas (oferecidos para entidades e pessoas reconhecidas por seus serviços prestados a comunidade de forma gratuita).
Neste mesmo ano, as aulas do Identidade Popular, que até então era de segunda a sexta-feira no período noturno, passaram a ser aos sábados.
A manutenção deste projeto só é possível com a dedicação voluntária de pessoas que acreditam na educação como transformadora da sociedade, mas depende, sobretudo da força de vontade dos estudantes, que apesar das dificuldades insistem no sonho da universidade ou outro caminho que exige estudo e dedicação. Porque é possível, Sigamos!
